terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Após lutar 7 anos contra o transtorno esquizoafetivo, mulher de 48 anos é aprovada em vestibular

Aos 48 anos, Marlene Aparecida de Oliveira vai estudar economia na Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ). Marlene decidiu que era hora de voltar a estudar depois de lutar contra um tipo de transtorno psiquiátrico. “Foram sete anos, eu falava coisas que as pessoas não compreendiam.”, relembra a caloura.

“Era como se eu falasse uma língua que não dava para entender uma palavra”, disse Marlene. (imagem: G1)


O transtorno esquizoafetivo é uma doença de grave comprometimento cerebral, onde o paciente apresenta tanto a esquizofrenia como o distúrbio bipolar. Uma das limitações do transtorno é o déficit cognitivo, que pode comprometer o aprendizado. O portador pode apresentar quadro de perda de vontade e, por vezes, acaba sendo isolado no convívio social. A doença desafia a ciência, que pesquisa as prováveis causas e busca a cura.

No caso da Marlene, ela se viu obrigada a interromper a carreira de gerente de uma mineradora devido à doença. Ela afirmou que passou sete anos sendo chamada de maluca e que ainda costuma ser chamada. Após um longo processo, Marlene se tratou e driblou algumas limitações, com isso, decidiu realizar o sonho de fazer um curso superior, que vinha desde os tempos da adolescência. O empenho teve como recompensa a aprovação em 12º lugar no curso de economia da UFSJ.

Superação. Esta é a palavra que define o caso da Marlene. Ela venceu uma doença que tinha tudo para anular a possibilidade de realizar seu sonho. Ela poderia ter se deixado abater também pelo preconceito da idade, mas ela foi persistente e investiu em seus objetivos. O exemplo da futura economista serve para analisarmos nossas dificuldades, às vezes deixamos de fazer coisas simples por preguiça e comodismo, sem falar que estamos sempre reclamando de coisas fúteis. 

Nunca é tarde para voltar a estudar, o conhecimento é algo que ninguém pode roubar. Lutar para superar qualquer tipo de desafio só torna a recompensa mais grandiosa, e é uma forma de ocupar nossa mente com algo produtivo e prazeroso. Esta é a receita para driblar os desafios que nos impede de crescermos e sentirmos bem com o próximo e com nós mesmos. 


Um comentário:

  1. parabéns a essa grande mulher que não se deixou abater por essa infeliz doença que nos inclu da familia e da sociedade continui assim valente e decidida fico aqui torcendo muito por vc......

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